Força da paciência
Entre o Aprendiz e o Orientador se estabeleceu precioso diálogo:
- Mestre, qual é a força que domina a vida? - Sem dúvida, o amor. - Esse poder tudo resolve de pronto? - Entre as criaturas humanas, de modo geral, ainda existem problemas, alusivos ao amor que demandam muito tempo a fim de que se atinja a solução no campo do entendimento.
Querendo compreender melhor, o Aprendiz continua:
- E qual o recurso máximo que nos garante segurança entre as desarmonias do mundo? - A fé. - Pode a fé ser obtida, de momento para outro? - Não é assim. A confiança raciocinada reclama edificação vagarosa no curso dos dias. - A que fator nos cabe recorrer, para que se nos conservem o ânimo e a alegria de servir entre os conflitos da existência? - A paz. - E a paz surge espontânea? - Também não. Ninguém conhece a verdadeira paz sem trabalho e todo trabalho pede luta. - Então, Mestre, não existe elemento algum no mundo que nos assegure benefícios imediatos? - Existe. - Onde está este prodígio, se vejo atritos por toda parte, na Terra?
O mentor fez expressivo gesto de compreensão e rematou:
- Filho, a única força capaz de proporcionar-nos triunfos imediatos, em quaisquer setores da vida, é a força da paciência.
Escrito por Fabricio às 18h06
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O último discurso
(...) Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem... Levantou no mundo as muralhas do ódio... E nos tem feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
texto de Charles Chaplin, no filme "O Grande Ditador"
Escrito por Fabricio às 18h05
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Águia ou Galinha?
Um certo homem, enquanto caminhava por uma floresta, encontrou um filhote de águia, machucado e desprotegido. Levou-o para casa, colocou no seu galinheiro, onde ele cresceu e aprendeu a se alimentar como as galinhas e a se comportar como elas.
Um dia, um biólogo que ia passando ali, perguntou-lhe por que uma águia, a rainha de todos os pássaros, deveria ser condenada a viver no galinheiro como galinhas.
"- Depois que lhe dei comida de galinha e a eduquei para ser uma galinha, ela nunca aprendeu a voar - replicou o dono. - Comporta-se como uma galinha, portanto não é mais uma águia."
"- Mas - insistiu o biólogo - ela tem um coração de águia e certamente poderá aprender a voar".
Depois de falar muito sobre o assunto, os dois homens concordaram em tentar mudar o comportamento da águia. Cuidadosamente, o cientista pegou a águia nos braços e disse:
"- Você pertence aos céus e não à terra. Bata bem as asas e voe!"
A águia, entretanto estava confusa; não sabia quem era e, vendo as galinhas comendo, pulou para ir juntar-se a elas. Inconformado, o biólogo levou a águia no dia seguinte para uma alta montanha. Lá, segurou a rainha dos pássaros bem no alto e encorajou-a de novo, dizendo:
VOCÊ É UMA ÁGUIA. VOCÊ PERTENCE AO CÉU E A TERRA. BATA BEM AS ASAS, AGORA, E VOE!
A águia olhou em torno, olhou o galinheiro e para o céu. Ainda não voou. Então o cientista levantou-a na direção do sol e a águia começou a tremer e, lentamente, abriu as asas. Finalmente, levantou o vôo para o céu. Pode ser que a águia ainda lembre das galinhas com saudades; pode ser que ainda, ocasionalmente, torne a visitar um galinheiro. Mas até onde foi possível saber, nunca mais voltou a viver como galinha. Ela era uma águia, embora tivesse sido mantida e domesticada como galinha.
"SERÁ QUE , SENDO ÁGUIAS, MUITAS VEZES NÃO ESTAMOS VIVENDO ENTRE GALINHAS?"
Viver é ter coragem, é assumir, é ser consciente, é ser alguém, sem ser apenas mais um. Precisamos, na vida, de alguém que nos leve a realizar o que podemos fazer, ou seja, a voar como águias. Nisso, também reside a função de um amigo. O resto é o nosso querer, pois a ação de mudar é nossa!
(autor desconhecido)
Escrito por Fabricio às 12h23
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