Sempre há tempo
Se algum dia eu soubesse que nunca mais veria você, eu lhe daria um abraço mais forte... Se eu soubesse que seria a última vez que eu iria ver você, eu lhe daria um beijo e o chamaria para dar mais um... Se eu soubesse que seria a última vez a ouvir a sua voz, eu gravaria cada movimento e cada palavra, para revê-los depois todos os dias... Se eu soubesse que seria a última vez que eu poderia parar mais um ou dois minutos para dizer-lhe :"Gosto de Você", eu diria, ao invés de deixar que você presumisse... Se eu soubesse que hoje seria o último dia a compartilhar com você, o sentiria muito mais intensamente em vez de deixá-lo simplesmente passar... Sempre acreditamos que haverá o amanhã para corrigir um descuido, para ter uma segunda chance de acertar... Será que haverá alguma chance para dizer : "Psiu!!! - Posso fazer alguma coisa por Você?" O amanhã não é garantido para ninguém, seja para jovens, ou mais velhos, e hoje pode ser a última chance de abraçarmos aqueles que amamos...
Então, se estamos esperando pelo amanhã, por que não agirmos hoje ??? Assim, se o amanhã nunca chegar, não teremos arrependimentos de não termos aproveitado um momento para um sorriso, para um abraço, para um beijo,uma gentileza, porque estávamos muito ocupados para dar a alguém o que poderia ser o seu último desejo... Abracemos hoje aqueles que amamos, sussurremos em seus ouvidos, dizendo-lhes o quanto nos são caros e que sempre os amamos... Encontremos tempo para dizer: "Desculpe-me", "Perdoe- me", "Obrigado", "Eu perdôo você". Sempre há tempo para amarmos e se não houver amanhã, também não haverá remorsos de hoje para carregarmos... PENSE NISSO AGORA !!!
Escrito por Fabricio às 05h25
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Telefone
Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.
Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse. "Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa. Minha primeira experiência pessoal com esse “gênio-na-garrafa” veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo. A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia. Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei: O telefone!
Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse: "Uma informação, por favor".
Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido. "Informações." - "Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lágrimas vieram rapidamente, agora que eu tinha audiência. - "A sua mãe não está em casa?", ela perguntou. - "Não tem ninguém aqui...", eu soluçava.
- "Está sangrando?" - "Não", respondi. "Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo..." - "Você consegue abrir o congelador?", ela perguntou. Eu respondi que sim. - "Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo" - disse a voz.
Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo. Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Philadelphia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.
Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável. Eu perguntava:
- "Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?" Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente: - "Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também...". De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor. No outro dia, lá estava eu de novo. "Informações.", disse a voz já tão familiar. - "Você sabe como se escreve "exceção"?" Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacífico.
Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para outra cidade. Eu sentia muita falta da minha amiga. "Uma informação, por favor" pertencia àquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala.
Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saíam da minha memória. Freqüentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo.
Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo as ligações de um molequinho. Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos. Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos. Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi: - "Uma informação, por favor."
Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo: - "Informações." Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: "Você sabe como se escreve "exceção"?" Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave: - "Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul." Eu ri. - "Então, é você mesmo!", eu disse. "Você não imagina como era importante para mim naquele tempo." - "Eu imagino", ela disse. "E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse." Eu contei o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã. - ”É claro!", ela respondeu. "Venha até aqui e chame a Sally."
Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu: "Informações." Eu pedi para chamar a Sally. - "Você é amigo dela?", a voz perguntou. - "Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul." - "Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela faleceu há cinco semanas."
Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou: - "Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?" - "Sim." - "A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você." A mensagem dizia: "Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender."
Eu agradeci e desliguei. Eu entendi...
NUNCA SUBESTIME A "MARCA" QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS.
Escrito por Fabricio às 05h54
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Do seu jeito
I*VE LIVED A LIFE THAT*S FULL/I*VE traveled each and every highway/But more, much more than this/I*ve lived it my way”.
Este é um verso de “My Way”, canção que foi imortalizada por Frank Sinatra e que também foi gravada pelo Sex Pistols e por Nina Hagen. É a história de um cara que viajou, amou, riu e chorou como todo mundo, mas fez isso do jeito dele. Numa sociedade cada vez mais padronizada, esta letra deveria virar hino nacional.
Abro revistas e encontro fórmulas prontas de comportamento: como ser feliz no casamento, como ter uma trajetória de sucesso, como manter-se jovem. Resolve-se a questão com meia dúzia de conselhos rápidos. Para ser feliz no casamento, todo mundo deve reinventar a relação diariamente. Para ter uma trajetória de sucesso, todo mundo deve ser comunicativo e saber inglês. Para manter-se jovem, todo mundo deve parar de fumar e beber. Todo mundo quem, cara pálida?
Todo mundo é um conceito abstrato, uma generalização. Ninguém pode saber o que é melhor para cada um. Fórmulas e tendências servem apenas como sinalizadores de comportamento, mas para conquistar satisfação pessoal pra valer, só vivendo do jeito que a gente acha que deve, estejamos ou não enquadrados no que se convencionou chamar “normal”.
O casamento é a instituição mais visada pelas “fórmulas que servem para todos”. Na verdade, todos convivem com o casamento desde a infância. Nossos pais são ou foram casados, e por isso acreditamos saber na prática o que funciona e o que não funciona. Só que a prática era deles, não nossa. A gente apenas testemunhou, e bem caladinhos. Ainda assim, a maioria dos noivos diz “sim” diante do padre já com um roteiro esquematizado na cabeça, sabendo exatamente os exemplos que pretende reproduzir de seus pais e os exemplos a evitar. Porém, não tiveram os mesmos pais, e nada é mais diferente do que a família do vizinho. Curto-circuito à vista.
É mais fácil imitar, seguir a onda, fazer de um jeito já testado por muitos e, se não der certo, tudo bem, até reações de angústia e desconsolo podem ser macaqueadas, nossas dores e nossos medos muitas vezes são herdados e a gente nem percebe, amamos e sofremos de um jeito universal. Agir como todo mundo é moleza. Bendito descanso pra cabeça: é uma facilidade terem roteirizado a vida por nós. Mas, cedo ou tarde, a conta vem, e geralmente é salgada.
Fazer do seu jeito — amores, moda, horários, viagens, trabalho, ócio — é uma maneira de ficar em paz consigo mesmo e, de lambuja, firmar sua personalidade, destacar-se da paisagem. Claro que não se deve lutar insanamente contra as convenções só por serem convenções — muitas delas nos servem e, se nos servem, nada há de errado com elas. Estão aí para facilitar nossa vida. Mas se não facilitam, outro jeito há de ter. Um jeito próprio de ser alguém, em vez de simplesmente reproduzir os diversos jeitos coletivos de ser mais um.
(texto de Martha Medeiros - O Globo, 13 de fevereiro de 2005)
Escrito por Fabricio às 05h47
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Dia dos Namorados - Valentine’s Day
No dia 14 de Fevereiro é comemorado o Dia dos namorados. Além dos Estados Unidos, esta data também é celebrada no México, Inglaterra, França e Austrália.
A história nos relata que a celebração do dia de São Valentino tem raízes tanto nas tradições romanas como nas tradições cristãs. Mas não se sabe exatamente o que iniciou essa tradição.
No dia 15 de fevereiro, os romanos celebravam o festival de primavera chamado de Lupercália, em homenagem ao deus romano Lupercus. As mulheres solteiras escreviam seus nomes num pedaço de papel e colocavam numa jarra, na noite anterior ao festival. Cada rapaz sorteava um nome e a mulher escolhida seria sua namorada por um ano. Segundo a lenda, muitos acabavam se casando.
Outra lenda conta que Valentino foi um padre que servia em Roma no terceiro século, no reinado do Imperador Claudius II. O Imperador criou uma lei proibindo o casamento de homens jovens, pois, segundo ele, seriam melhores soldados se não tivessem mulher e filhos. Valentino realizava casamentos escondidos e quando foi descoberto, foi preso e morto dia 14 de fevereiro, tornando-se um mártir.
Existe também o dia dos namorados judaico, chamado de Feriado do Amor. É celebrado desde os tempos bíblicos com tochas e fogueiras no 15º dia do mês hebreu de Av. Em Israel, tornou-se o Feriado das Flores, pois é comum dar presentes e flores a quem se ama e aos parentes mais próximos.
Os americanos começaram a comemorar a data por volta do ano 1700. Nos Estados Unidos, o Valentines”day promove a segunda maior remessa de cartões postais, superado apenas pelo Natal. É uma data muito alegre que conta até mesmo com a participação das crianças, que enviam cartões com grandes corações desenhados para seus parentes e amigos. Flores e bombons também são trocados por amigos e namorados.
O dia dos namorados no Brasil foi introduzido em 1950 pelo publicitário João Dória, que pretendia criar o equivalente brasileiro ao Valentine’s Day. Por ser uma época em que o movimento do comércio era fraco, é provável que o dia 12 de junho tenha sido escolhido para aumentar as vendas de presentes.
Alguns questionam a celebração desta data, pois ninguém sabe ao certo quem foi Valentino. De qualquer forma, sabemos que Deus aprova o amor e o romantismo, então, devemos fazer deste, mais um dia para expressarmos nosso amor fraterno aos nossos irmãos e amigos.
“Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei”.
Jo13:34
Escrito por Fabricio às 05h43
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Italian, Esportes, Viagens MSN - fabriciopires@hotmail.com
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