Saudade ou lembrança?
Saudade ou lembrança? Podem parecer sinônimos. Idéia igual, mas diferente no sentir. Lembrança é da memória, saudade é da alma. Muitas lembranças, poucas saudades. Lembranças surgem com um cheiro, uma música, uma palavra. Saudade surge sozinha, emerge do fundo do peito onde é guardada com carinho.
Lembrança pode ser boa, mas quando não é, pode-se afastá-la convocando outra lembrança ou convocando outro pensamento para o lugar, ligando a TV ou lendo o jornal. Saudade é sempre boa, mesmo quando dói, e não se apaga mesmo que outra pessoa tente ocupar o lugar vazio. Ela pode coexistir com um novo amor, sem machucá-lo.
Lembrança é de algo real, de um lugar, uma época, uma pessoa. Saudade pode ser do que não houve, de uma possibilidade, de lábios jamais tocados. Lembrança pode ser contada, medida, localizada, e com algum esforço, pode até ser calculada com uma fórmula matemática, ao gosto dos engenheiros. Saudade é dos poetas, é pautada em rimas e melodias; vontade de ver outra pessoa, segundo os poetas, teria outro nome, seria uma saudade com tempero, eu acho.
Lembrança pode ser sem som, pode não doer. Saudade jamais é sem som. Se ela não vier com música de fundo, a gente coloca, só para ficar mais bonita, mais gostosa de sentir, para preencher mais a alma vazia.
Lembrança vence a morte, mas conforma-se com a ausência, respeita convenções. Saudade ignora a morte, vence distâncias, barreiras e preconceitos. Lembrança aceita nosso comando, vai e volta quando queremos. Saudade é irreverente, independente e auto suficiente.
Escrito por Fabricio às 23h04
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A criatividade só existe na sua imaginação
Você pode ler esta afirmação de duas formas.
A primeira delas é - “isso é fantasia”. Ou seja, “não acredito em sua existência”.
A segunda é – “ela existe sim e mora na nossa imaginação”.
Ficamos com a segunda. Não é de hoje que a criatividade é tema de estudos, discussões, e treinamentos. Já na década de 70 havia um curso, muito freqüentado pela nata da publicidade brasileira. Era realizado em Buffalo, nos EUA e somava pontos nos portfolios e salários de redatores e diretores de arte. Felizmente, não é mais necessário ir tão longe: existem ótimos cursos aqui, no Brasil.
Mudou-se, principalmente, a postura. A capacidade de criar, de inovar, foi reconhecida como inerente ao ser humano:
Mas não estão longe os tempos em que criatividade era considerada como “dom”, dádiva divina, privilégio de alguns abençoados. O exercício desse “dom” era simplesmente delegado a uma espécie à parte: artistas plásticos, escritores, músicos, poetas. Depois, ingressaram no seleto clã cineastas e publicitários-mas aqueles de uma área diferenciada, a “Criação”.
Com a mudança de postura , percebeu-se também que a utilização da criatividade é benéfica e fundamental em todas as esferas de atividade. Viu-se que, em empresas onde há espaço para a criatividade, esta reverte em desafios e em motivação para vencê-los, simplifica processos e traz inovações que resultam em maior produtividade. Ou seja, em lucro. Nunca é demais lembrar que, não fosse a criatividade, estaríamos ainda caçando o nosso alimento com as mãos e comendo-o cru, porque nem mesmo o fogo teria sido inventado.
As pessoas vêm descobrindo também o quanto a criatividade pode enriquecer o dia a dia e os relacionamentos. Como dissemos, as técnicas para o seu desenvolvimento estão cada vez mais modernas e sofisticadas. Por que com tanta freqüência não funcionam? Por que as boas técnicas de um curso são esquecidas?
A resposta está num conceito simples, mas decisivo: não adianta as pessoas saberem o que têm para fazer, se não estiverem emocionalmente preparadas para fazê-lo.
Isso nos leva a outra pergunta: quais as condições de ajustamento emocional que liberam ou impedem o uso da criatividade inerente ao ser humano? A nossa experiência mostra que a condição primeira é o equilíbrio entre a agressividade e o medo.
A extensão do poder que o medo tem sobre nós é determinada pelo ambiente externo. Numa empresa onde erros não são vistos como chance de aprendizado, pelo contrário são passíveis de punições, eu não corro o risco de criar novos processos. Estes, como tudo o que é novo, trazem em si a possibilidade de falhar. Sinto medo e por isso, bloqueio a minha criatividade. Fico paralisado, porque esta é a função do medo: nos paralisar, frente a um perigo, para que possamos avaliar o tamanho da encrenca.
O que nos leva a vencer o medo e agir, é a agressividade. A forma como a utilizamos é determinada pelo nível interno de maior ou menor repressão deste impulso. Se não aprendi a usá-la positivamente, continuo paralisado mesmo se o grau de interdição externa (o tamanho de uma eventual punição) não o justifique. Isto é o que chamamos de interdição externa com cúmplice interno.
Há técnicas de liberação da criatividade que consideram o aspecto emocional, como o “brainstorming ” . Consiste em criar artificialmente, uma ausência de medo, numa reunião onde as pessoas podem “ter idéias” sem censuras ou critérios como “boa”, “má”, “adequada”, “inadequada”, “inteligente”, “burra”, etc.
Funciona? Geralmente sim, às vezes não. Costuma funcionar em empresas onde existe um mínimo de confiança e onde o medo existe dentro de limites saudáveis e razoáveis. Mesmo nestas, pode fracassar, em períodos onde dificuldades de mercado trazem o inevitável medo de demissões.
Mas em empresas onde o medo é instrumento gerencial, um fantasma que assombra os funcionários, quem é que vai se expor num “brainstorming” ?
A estas empresas, caso queiram os benefícios e o lucro que resultam de funcionários criativos e inovadores - aliás indispensáveis em tempos de globalização, só resta uma possibilidade. Mudar. Transformar-se numa empresa onde as pessoas tenham o espaço necessário para viver adequadamente as suas emoções no papel profissional. Porque é justamente o equilíbrio entre agressividade e medo que constitui a base do ajustamento emocional necessário ao pleno desenvolvimento de talentos e potenciais e à liberação da criatividade.
(publicado na Revista Vencer - n° 54, ref. evento “As 7 habilidades capitais”)
Escrito por Fabricio às 23h03
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Sawabona... Shikoba...
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é PARCERIA. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
No mundo de hoje nem todas as pessoas são fiéis, infelizmente...
PS: Caso tenha ficado curioso(a) em saber o significado de SAWABONA, é um cumprimento usado no sul da África que quer dizer : "EU TE RESPEITO, EU TE VALORIZO, TU ÉS IMPORTANTE PRA MIM".
Em resposta, as pessoas dizem SHIKOBA, que é "ENTÃO EU EXISTO PRA TI".
Escrito por Fabricio às 23h01
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Sete dicas motivadoras
1) ENCONTRE UMA RAZÃO: a maioria das pessoas desiste facilmente porque na verdade não tem uma razão séria para continuar. Se quiser atingir seus objetivos, encontre uma razão para aquilo. Um motivo tão forte, tão motivador, tão contagiante, que todas as dificuldades que surgirem parecerão pequenas. Quando parecer que lhe faltam forças, é porque na verdade está faltando um motivo. Encontre uma forte razão, e força é o que nunca mais lhe faltará.
2)DEDICAÇÃO E PERSISTÊNCIA : Se você parar para pensar, com certeza vai se lembrar de alguma vez que tentou alcançar um objetivo que parecia impossível, mas com muita persistência e determinação, você conseguiu. Mas só porque você levou aquilo a sério e realmente se dedicou. Ao tomar a decisão de alcançar um objetivo, leve isso muito a sério.
3)IDENTIFIQUE ONDE PODE MELHORAR: Faça uma lista de livros que deveria ler, cursos que deveria fazer, pessoas que deveria conhecer, experiências que deveria ter. E comece a eliminar, uma por uma, as barreiras entre você e seus objetivos. Todos os dias, ao acordar, você tem duas escolhas a fazer: continuar com os hábitos destrutivos que você tem, ou livrar-se deles e começar a melhorar imediatamente. Ninguém faz essa escolha por você. Qual dessas escolhas você vai fazer hoje?
4)CUIDE-SE: Muitas vezes vemos pessoas tão obcecadas atrás de seus objetivos, que se esquecem de cuidar da sua saúde física e mental. Muitas pessoas não dão 100% de si simplesmente porque não conseguem, sentem-se tão mal que a simples idéia de um esforço, sejam físico ou mental, já é por si só cansativa. Mente sã e corpo são com certeza ajudam muito a atingir objetivos. Melhor ainda, permitem que você desfrute o sucesso de forma mais agradável (do que adianta ter sucesso e estar doente, ou morto?).
5)PENSAMENTO POSITIVO: Otimistas conseguem mais, e ainda por cima aproveitam melhor a viagem! Na dúvida, seja um otimista. Se você vai pensar alguma coisa, que seja positiva e encorajadora. Faça com que seus pensamentos enriqueçam sua vida, não o contrário. É você quem escolhe o que vai pensar, então por que não escolher coisas boas? O copo está metade cheio ou metade vazio? Está metade cheio e de champagne! E se estiver vazio, encha-o e faça um brinde!
6)PAPO POSITIVO: Ao falar com você mesmo, use termos positivos. Muitas vezes seu pior inimigo é você mesmo, aquela vozinha interior dizendo: “Vai dar errado! Não vai funcionar! Você é burro mesmo! Você já tentou e não conseguiu – desista”. Essa repetição constante acaba criando correntes mentais, barreiras imaginárias que nos impedem de alcançar objetivos. Então quando conversar com você mesmo, seja um guru sábio otimista e paciente, não um chato negativo e cobrador, como muitas vezes fazemos.
7)AÇÃO POSITIVA: Depois de tudo isso, só falta agir! Não existe sucesso somente com pensamento positivo. Você tem que fazer algo. Você já tem o objetivo, já sabe o que tem que fazer. Agora faça! Uma sensação de urgência, de pressa, é o que diferencia as pessoas de sucesso do resto. Elas agem. Fazem. Erram! E aprendem, e voltam e fazem de novo, só que desta vez melhor. As outras 6 dicas não servem para nada se você não colocar esta sétima em prática.
Escrito por Fabricio às 22h58
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Italian, Esportes, Viagens MSN - fabriciopires@hotmail.com
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